domingo, 26 de abril de 2009

Intubação endotraqueal em seqüência rápida





A IOT em sequência rápida consiste na indução de um estado de inconsciência com paralisia neuromuscular completa, com objetivo de alcançar uma intubação mais fácil, menos traumática e minimizar os riscos de aspiração de conteúdo gástrico.

Há um mnemônico bastante conhecido para descrever a conduta na IOT em sequência rápida;
Os 6 "P's":
Prepararação (t= -10 min): com posicionamento do paciente;
Pré-oxigenação (t= -5 min): 02 a 100% por 5 minutos c/ 5 respirações com a capacidade vital podem, em teoria, permitir 3-5 minutos de apnéia antes que a SaO2 caia abaixo de 90%;
Pré-medicação (t= -3 min): diversas medicações podem ser usadas: lidocaína, opióides (fentanil e morfina), atropina, sedativos (etomidato, midazolam ou propofol).
Quanto aos opióides, o uso de fentanil na dose de 2-10 mcg/kg EV é preferível, devido a sua altamente previsível associação dose-resposta, sua reversibilidade com o uso de naloxona, sua rápida ação (menor que 1 min), sua duração de 30 min, e à sua capacidade de combater a hipertensão/taquicardia causada pelo estímulo álgico da intubação. Seus problemas são sua associação com convulsões e com a síndrome do tórax rígido, uma reação idiossincrática e imprevisível.
As vantagens/desvantagens e as doses de cada um dos hipnóticos são vistas na tabela abaixo.


Paralisia (t= 0 min): uso de bloqueadores neuromusculares, como a succinilcolina e o rocurônio. A ÚNICA contra-indicação é a via aérea difícil antecipada, com índices de Mallampati (veja figura) e distância tireomento desfavoráveis. Usa-se conforme a tabela.

Posicionamento do tubo (t= +45 seg):  a intubação per se. Inclui a manobra de Sellick para a proteção das vias aéreas, até que o cuff esteja inflado, e a confirmação da posição correta do tubo (confirmar que não houve intubação seletiva ou que o tubo não esteja no esôfago com ausculta do estômago e do tórax)
Pós-intubação (t= 2 min): garantir a segurança do posicionamento do tubo, realizar oximetria de pulso contínua, reavaliar os sinais vitais frequentemente, obter radiografia de tórax, considerar a sedação de longo prazo, se necessária.

Leia mais a respeito no artigo da Revista Brasileira de Anestesiologia:


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