sexta-feira, 26 de junho de 2009

Doença de Kawasaki - diagnóstico e tratamento


Introdução:

Também é chamada de síndrome do linfonodo mucocutâneo. É uma doença aguda febril, que cursa tipicamente com linfonodopatia, doença cutânea e/ou artrite. Oitenta por cento dos pacientes tem menos que 04 anos de idade. O pico de incidência é entre 1 e 2 anos de idade. Tem maior incidência nos asiáticos e ocorre mais frequentemente no inverno e na primavera. Tem como complicação mais temida o desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias.

- Fatores de risco para envolvimento coronariano: sexo masculino, 1o ano de vida, febre e inflamação sistêmica prolongados, evidência de miocardite.

- Não existe teste específico para o diagnóstico.

Critérios diagnósticos:

1. Picos febris com duração de, pelo menos, 05 dias.
2. Presença de 04 dos seguintes:
a. Alterações de extremidades;
b. Rash maculopapular difuso;
c. Hiperemia e edema conjuntival bilateral, que poupa a região límbica;
d. Alterações labiais e orais;
e. Linfonodopatia cervical: no mínimo um linfonodo com diâmetro maior que 1,5 cm de diâmetro;
3. Alterações de Extremidades: eritema das palmas ou plantas com descamação tardia, edema de mãos e pés, descamação periungueal.
4. Alterações labiais e orais: lábios infectados ou fissurados, infecção faríngea, língua em framboesa.
5. É necessário excluir outras causas: doenças exantematosas, síndrome da pele escaldada estafilocócica, síndrome do choque tóxico, doença de Still, vasculites do grupo da poliarterite nodosa, edema hemorrágico agudo infantil, reações a drogas, síndrome de Stevens-johnson, intoxicação por mercúrio;

Tratamento

1. Imunoglobulina intravenosa (IgIV): dose inicial de 2g em infusão por 8 a 12 horas. Se os sintomas persistirem, se repete a dose em 24h.
2. Ácido acetilsalicílico: em altas doses, 20-25mg/kg/dose 4x/d até 48h após a defervescência.
Reduzir depois a dose para 3-5 mg/kg por diaa até que o ecocardiograma se normalize, em 4-6 semanas.
Se as anormalidades coronarianas persistirem, continua-se o AAS indefinidamente, em baixas doses, com o objetivo de inibir a atividade plaquetária.
3. Glicocorticóides: considerar nos pacientes resistentes à terapia inicial, que também devem receber nova dose de imunoglobulina. Se a doença é resistente à imunoglobulina, se usa metilprednisolona 30mg/kg (1 infusão).
4. Imunoglobulina + AAS em até 10 dias do início dos sintomas reduzem as complicações cardíacas em, pelo menos, 20%.
5. Pacientes devem ter acompanhamento do estado de suas coronárias para o resto da vida.

11 comentários:

  1. MEU BEBEZINHO APRESENTOU TODOS OS SINTOMAS DESSA DOENÇA

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  2. MEU BEBEZINHO DE APENAS 1 ANINHO, APRESENTOU TODOS OS SINTOMAS. GRAÇAS A DEUS Q FOI DIGNOSTICADO POR UM EXCELENTE INFECTOLOGISTA.O TRATAMENTO TEVE Q SER DE IMEDIATO.ELE NECESSITOU DE 2 DOZES DE IMUNOG INTRAV.A PRINCÍPIO SOFREMOS MTO. HOJE SOU FELIZ POR TER MEU BEBEZINHO AO NOSSO LADO.ISSO ACONTECEU EM 2007.Q DEUS CONTINUE DANDO A ELE MTA SAÚDE E MTOS ANOS DE VIDA.AMÉM
    REZO P/ Q DEUS CONTINUE ABENÇOANDO TODAS AS CRIANÇAS Q TIVERAM OU Q AINDA POSSA APRESENTAR ESSA DOENÇA.AMÉM.
    CUIABÁ-MT

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  3. minha filha ficou 23 dias no hospital e agora que deram o diagnóstico, hoje ela esta na UTI será que ela vai saie dessa? por favor me ajudem? meu email é joseane7276@brturbo.com.br

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  4. Os médicos não usaram a imunoglobulina no meu filho por ser um medicamento muito caro e o SUS não cobre. Meu filho está internado a doze dias. O que eu faço? Meu e-mail é valcleykisley@hotmail.com

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  5. eu jah tive essa doença...
    foi um dos piores momentos da minha vida

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  6. Meu filho ficou mais ou menos um mês doente, sendo que passou 17 dias internado. Ninguém sabia o que ele tinha até que foi parar na UTI por causa de uma bacteremia. O médico da UTI disse que era escarlatina e depois de 24h na UTI ele voltou para o quarto com tratamento para escarlatina, porém começou a inchar muito e a sentir dores nas articulações e foi diagnosticado, também, com febre reumática. Após a alta, levei-o na cardiologiata pediátrica que desconfiou da febre reumática. Levei em um reumatologista pediátrico que disse que não foi escarlatina nem febre reumática, mas sim kawasaki. Estou na dúvida de em quem acreditar. Podes me dar algum conselho?

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Eu tive a síndrome quando pequena, de quatro para cinco anos de idade. Fiquei internada mais ou menos 15 dias no hospital Clementino Fraga na ilha do fundão, Rio de Janeiro, só lá conseguiram descobrir o que eu tinha. Foi uma época muito difícil para minha família, não para mim, pois eu ainda nem entendia o que estava acontecendo. Mas graças à Deus e a uma médica chamada Zuleica foi que eu me curei. Hoje tenho 18 anos e sou muito saudável! A única lembrança que tenho é uma manchinha no rosto e na perna.. Desejo que todas as crianças que sofrem, sofreram ou ainda sofrerão dessa doença tenham vitória nessa batalha. Que Deus abençôe e guarde cada um.

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  9. Tive essa doença com 5 anos hoje tenho trinta e não conheço ninguém que já teve também. Só pela internet FICO SABENDO DE OUTROS CASOS E QUANDO EU FALO PARA AS OUTRAS PESSOAS NINGUÉM CONHECE.

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  10. O meu filho foi diagnosticado em 2010.
    Eu criei uma pág. no FB em POrtugues para encontrar mais pessoas com a mesma doença e podermos trocar impressões, como grupo de apoio, mas também para divulgar a doença. Há muitas crianças que não são diagnosticadas a tempo, e infelizmente os tratamentos não resultam se já for muito tarde.
    Se quiserem, visitem e partilhem.

    A página chama-se mesmo Doença de Kawasaki. No FB.

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  11. https://www.facebook.com/DoencaDeKawasaki?ref=hl

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