quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Critérios diagnósticos de Esclerose Múltipla. Revisão 2010 dos critérios de McDonald.

Como primeira postagem da série sobre critérios diagnósticos, posto a última revisão (publicada em fevereiro do ano passado) dos Critérios de McDonald para Esclerose Múltipla (2010). Houve importantes mudanças de definição nos critérios, com o objetivo de facilitar um diagnóstico mais precoce, porém com a mesma sensibilidade e especificidade que os critérios anteriores.
O artigo que dá suporte ao critério foi publicado na Annals of Neurology e é citado abaixo.

A tradução aqui publicada é livre, feita pelo autor, e não representa posição oficial de nenhuma entidade, e pode conter inconsistências relacionadas a interpretação. Tem o objetivo somente de divulgação científica, para chamar a atenção de neurologistas para o tema, e não deve ser usada com propósitos diagnósticos. Para tanto, solicita-se que se use a tabela original publicada no artigo e o guia oficial de diretrizes de tratamento da Academia Brasileira de Neurologia.

Artigo original:


Polman, C. H., S. C. Reingold, et al. (2011). "Diagnostic criteria for multiple sclerosis: 2010 revisions to the McDonald criteria." Ann Neurol 69(2): 292-302.











quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Série sobre critérios diagnósticos

Tentaremos, nos próximos posts do blog, manter uma interação maior com o que se considera o uso da boa prática médica, que é o uso de critérios específicos para o diagnóstico das doenças seja mais preciso, menos equívoco.
Desse forma, buscarei fazer uma compilação do que houver de mais recente em termos de critérios diagnósticos em doenças que tenham grande importância clínica para o neurologista.
Espero que essas publicações tenham utilidade prática como um guia.
Sempre que possível, será citado, como fonte, o artigo original que motivou a publicação e a adoção dos critérios, em cada doença que porventura venha a ser listada.

Iniciaremos, no próximo post, com os critérios diagnóstico de McDonald para a Esclerose Múltipla, conforme revisão feita por painel de especialistas em 2010, publicada em 2011.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

XXV Congresso Brasileiro de Neurologia - Goiânia, 2012


Participei, durante os últimos 5 dias, do maior evento nacional da neurologia, o XXV Congresso Brasileiro de Neurologia, que tomou forma no Centro de Convenções de Goiânia, entre os dias 4 e 8 de agosto de 2012, e que, acredito, contou com a participação de cerca de 3 mil pessoas, segundo informação não oficial.
Gostaria de parabenizar a Academia Brasileira de Neurologia pela grandiosidade do evento. Houve uma seleção bastante apropriada de temas para educação médica continuada e atualização sobre as últimas pesquisas em cada área de atuação do neurologista.





domingo, 31 de julho de 2011

Cefaléia em salvas - tratamento agudo e profilático

Publicada na Headache deste ano, esta revisão aborda as evidências mais recentes sobre tal intensa cefaléia, que tem sintomas trigêmino autonômicos, em suas formas episódica (com ataques circanuais) e crônica. Fala sobre os triptanos e o oxigênio inalatório como tratamento padrão da fase aguda e da predominância dos bloqueadores de canal de cálcio (especialmente o verapamil) no tratamento profilático. Versa ainda sobre o uso de anticonvulsivantes (topiramato, acido valproico e gabapentina) e lítio para este propósito.
A terapia de transição da crise aguda com corticoesteróides também é abordada.
Em resumo, é um artigo muito interessante, recente e completo sobre o assunto. Também um must-read para neurologistas.




Hemorragia lobar e angiopatia amilóide cerebral - critérios de Boston e achados de imagem

A angiopatia amilóide cerebral é uma causa de hemorragia lobar em indivíduos idosos geralmente pouco reconhecida na prática clínica. Acontece devido a deposição de proteína beta-amilóide nos vasos corticais, subcorticais ou leptomeníngeos. O diagnóstico in vivo ainda é uma grande desafio. Para aumentar o conhecimento sobre o assunto, sugiro a leitura de dois artigos: o primeiro, da Radiographics, sobre o diagnóstico por imagem, e o segundo, da Neurological sciences, com aspectos clínicos e de fisiopatologia.



Critérios de Boston para Angiopatia amilóide cerebral (AAC)

Diretrizes de manejo da hemorragia subaracnóidea aneurismática (HSA) - Stroke / American Heart association

Leitura obrigatória para todos os neurologistas e neurocirurgiões. Reúne as evidências sobre o uso de tratamento cirúrgico e endovascular, a prevenção e tratamento do vasoespasmo, detecção e tratamento de hidrocefalia, crises convulsivas, hiponatremia, e o papel das novas terapias propostas ate o momento, como o uso de sulfato de magnésio, antagonistas de endotelina, estatinas, hipotermia, corticoesteróides, antifibrinolíticos e, até mesmo, trombolíticos intratecais.





segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tratamentos atuais das polineuropatias desmielinizantes imuno-mediadas

Segue artigo relativamente recente (maio de 2009), feito na Universidade de Columbia (Nova York), e publicado no periódico Muscle e Nerve, sobre as evidências científicas atuais sobre o tratamento das principais polineuropatias desmielinizantes auto-imunes, quais sejam, polirradiculopatia inflamatória desmielinizante crônica (PIDC), neuropatia associada ao anticorpo anti-glicoproteína associada a mielina (anti-MAG) e neuropatia motora multifocal (NMM). O artigo fala sobre o uso de corticoesteróides, imunoglobulina, plasmaférese, ciclosporina, ciclofosfamida, fludarabina, transplante de células tronco hematopoéticas, azatioprina, micofenolato mofetil, etanercept, rituximab e alemtuzumab, chamando atenção ao nível de evidência para indicação de cada tratamento, até então.



Neuroimagem em cirurgia de epilepsia


Posto interessante artigo do departamento de Neurologia Clínica e Experimental do Queen Square, University College London, sobre a utilidade das técnicas de neuroimagem, incluindo Ressonância Nuclear Magnética (1,5 e 3T), SPECT (ictal, interictal e SISCOM), FDG-PET, EEG-fMRI acoplados, Magnetoencefalografia, tratografia por RNM, sob o ponto de vista da localização do "foco" epiléptico ressecável nas epilepsias focais e do mapeamento das áreas cerebrais eloqüentes, com o objetivo de minimizar a invasividade na avaliação pré-operatória, quando se pretende fazer ressecções o mais amplas possíveis, porém o menos lesivas do ponto de vista da possibilidade de deixar seqüelas/déficits neurológicos pós-operatórios.

Artéria de Percheron: variação anatômica das artérias talamoperfurantes

Segue interessante artigo sobre padrões clinico-radiológicos de infartos do território da artéria de Percheron, uma variante anatômica das artérias paramedianas talâmicas, em que uma artéria única dominante talamoperfurante supre a porção medial bilateral dos tálamos, com contribuição variável do mesencéfalo rostral. Tem origem, geralmente na porção P1 da artéria cerebral posterior, próxima ao topo da A. basilar.



Artéria recorrente de Heubner

A seguinte carta trata de tema interessante, que deve ser de conhecimento de todo neurologista: a área de suprimento arterial da A. recorrente de Heubner, ramo da artéria cerebral anterior, no seu segmento A1.
A A. de Heubner é responsável pela vascularização da cabeça do caudado, porção anterior do putamen, segmento externo do globo pálido, perna anterior da cápsula interna, porção medial da área orbitofrontal e núcleo accumbens.

Segue a referência: